Tudo o que me cerca me incomoda, me faz sangrar. Sangrar muito, muitíssimo, além da conta. Não me sinto envolvida com a nada o suficiente para poder distrair minha mente de tudo o que me implica infelicidade e daí vem a agonia e a dor infinita que me mata por dentro e me faz sentir mais morta a cada dia. Dia-a-dia tudo o que tenho é um livro, um laptop, uma lista cheia de amigos que tem muito mais problemas do que eu e que não quero incomodá-los, e aí me sinto mais desagradável e problemática, mesmo sabendo que uma infinidade deles me ama e que fariam qualquer coisa por mim, nenhum deles realmente me entenderia se eu contasse minhas ideais suicidas de deixar o mundo. Eu virei um verme, talvez pior uma bactéria que se armazena em um individuo vivo para poder sugá-lo e tirar alguma coisa, alguma vida que possa ser sua, pelo menos por instantes. O meu individuo vivo tem nome e sobrenome, se chama Bernardo Herdy, ele me alimenta com felicidade diária e se não fosse por ele metade das minhas ideias suicidas seriam efetuadas. O agradeço imensamente por fazer de mim um resquício de pessoa e tentar o mínimo que seja me fazer um pouco mais feliz, mesmo que o entristeça ler essas palavras, o amo demais e sem ele(você) eu não seria nada, não teria força nenhuma para viver. Ele(você) sem dúvida é meu mundo e minha vida. Eu o(te) amo muito e desculpe por não conseguir esquecer os 90% de tudo o que me faz infelizmente, mas mesmo que sejam só 10% o que me traz alegria eu nunca esqueceria a importância que esses dez por certo tem para mim e a importância extrema que você, acima, de tudo tem para mim.
Palavras mortas por Juliana Preuss