segunda-feira, 22 de março de 2010

Mergulhando em infelicidade.

Tirando o caso caótico de convivência, a única coisa me alimento hoje é o amor, que sinto por um homem. Sim, aquele sentimentozinho desprezível ao qual falei ontem, ele tem seus pros e contras e isso é um deles. Ama-lo me dá forças de ir além de qualquer outra dor que eu sinta, mas mesmo assim ainda não alivia todas as outras dores, não há como ignorá-las, elas são fortes demais e certeiras demais, todas com alvo em meu coração.
Tudo o que me cerca me incomoda, me faz sangrar. Sangrar muito, muitíssimo, além da conta. Não me sinto envolvida com a nada o suficiente para poder distrair minha mente de tudo o que me implica infelicidade e daí vem a agonia e a dor infinita que me mata por dentro e me faz sentir mais morta a cada dia. Dia-a-dia tudo o que tenho é um livro, um laptop, uma lista cheia de amigos que tem muito mais problemas do que eu e que não quero incomodá-los, e aí me sinto mais desagradável e problemática, mesmo sabendo que uma infinidade deles me ama e que fariam qualquer coisa por mim, nenhum deles realmente me entenderia se eu contasse minhas ideais suicidas de deixar o mundo. Eu virei um verme, talvez pior uma bactéria que se armazena em um individuo vivo para poder sugá-lo e tirar alguma coisa, alguma vida que possa ser sua, pelo menos por instantes. O meu individuo vivo tem nome e sobrenome, se chama Bernardo Herdy, ele me alimenta com felicidade diária e se não fosse por ele metade das minhas ideias suicidas seriam efetuadas. O agradeço imensamente por fazer de mim um resquício de pessoa e tentar o mínimo que seja me fazer um pouco mais feliz, mesmo que o entristeça ler essas palavras, o amo demais e sem ele(você) eu não seria nada, não teria força nenhuma para viver. Ele(você) sem dúvida é meu mundo e minha vida. Eu o(te) amo muito e desculpe por não conseguir esquecer os 90% de tudo o que me faz infelizmente, mas mesmo que sejam só 10% o que me traz alegria eu nunca esqueceria a importância que esses dez por certo tem para mim e a importância extrema que você, acima, de tudo tem para mim.

Palavras mortas por Juliana Preuss

domingo, 21 de março de 2010

Amor ou indolor?

Por quanto tempo as coisas são realmente boas para gente?
Por quanto tempo o mundo gira de uma maneira única em torno de alguém que achamos que amamos?
Não sei. O amor é imperfeito. Acho que é o sentimento mais despresível e inverso que existe, é uma combinação letal de felicidade e bomba a qualquer hora, pavor e desespero sem limite.
Será que amar é uma solução boa ou caótica?
O amor é uma forma de expressão completamente estranha que nos alimenta, mas ao mesmo tempo nos devora, nos deixa incoscientes e imprecisos.
Eu gosto de precisão na minha vida. Detesto perder o controle de qualquer coisa, inclusível deste indiscreto sentimento, o amor.
Eu posso dizer que amo de várias maneiras, mas que, neste momento, detesto todas elas. O amor é uma passagem para uma dor crucial e desvanescida de imagens insensatas e exclusas do que quero neste momento e então o amor me faz sofrer. Me deixa em estado de espirito down.
Eu simplesmente gostaria de esquecer que esse sentimentozinho é importante para mim e que tudo o que vem com ele também.
Hoje me sinto completamente inamada. Como se ninguém me quisesse, como se eu não existisse. Me sinto traída e muito, muito triste, na verdade incrivelmente triste, pois a pessoa que achava que mais me amaria, já vejo que não me ama tanto assim.
Eu acho que para amar temos que nos entregar por completo e por uma extensão indeterminada do que somos, de várias maneiras, arriscando nossas vidas de todas as maneiras, e isso faz de mim muito frágil, muitíssimo! Pois para mim não adianta de nada cair de cabeça num copo d'água achando que é o oceano. Eu gosto de me sentir envolvida, mas detesto me sentir enganada com algo que apostei todas as fichas, quebrei a banca, contei as cartas. Me sinto idiota, não tem palavra melhor para expressar isso, nem para expor o que sou neste minuto, em que escrevo pensamento envoltos de mágoas e agonias, IDIOTA.
É horrível me sentir sozinha. Sozinha num mundo imenso e que ninguém mais quer que eu seja parte dele, ou que pelo menos a minha presença ou não simplesmente não faria diferença.
ARG .... :@ Detesto o amor. Me sinto como Isabella Swan, o amor é a única coisa que nós faz mal e bem ao mesmo tempo. Amar é uma droga, uma heroína das piores.
Amar família, amigos e namorado... será que compensa? - Não sei, se soubesse não escreveria tudo isso, apenas viveria com meus pensamentos sem dificuldade e sem me sentir deprimida pelas pessoas que me amem ou não me fizerem felizes ou não, mas infelizmente é exatamente o contrario.

Palavras mortas por Juliana Preuss

Felicidade?

Essa coisa não existe.
Só é uma meta inancalsável que colocamos para nós mesmos.

domingo, 14 de março de 2010

Familia.

Viver com ela e sem ela? Acho que viver sozinho é a melhor opção.
Eu gostaria muito de viver sozinha, ter minhas coisas. Até mesmo ia gostar de limpar e organizar a minha sujeira, mas seria melhor do que viver entre cobras.
Cobras? Sim, cobras. Familiares são uma praga antiga do Egito, dão a cada geração. =\
Pois é... parece que a geração antecessora a mim toda é uma praga.
Mães, para que elas existem? Para fazer o bem e proteger sua cria? Não, elas fazem isso no zoológico, não no mundo real. A minha mãe é um bom exemplo de péssima mãe. Ela tenta resolver meus temores com mais temores. Eu detesto isso. Detesto extremamente acordar e escutar ela falando mal de mim como se eu não ouvisse, como se eu não existisse e depois vir reclamar do meu pai comigo por horas e depois agir na frente dele como se nada houvesse acontecido. Anyway... não tem jeito. =\
Me sinto extremamente deprimida por viver num local assim. Me sinto sufocada.
E o pior de tudo é que sempre quando ela fala parece que eu que sou a errada, eu é que estou sendo a filha má e desagradável. Mas ninguém vive com ela para saber o que é ter uma mãe assim. Vivi 21 anos em um lugar onde amor maternal, FRATERNAL, nunca existiu. Todos só pensam em si mesmos e no que podem retirar das pessoas. As vezes, acho até que ela pensa em um futuro melhor para mim para tirar alguma conseqüência disso. Deus me livre, se for isso. Eu detesto passar por isso.
Tem vezes que a minha vontade é de sair de casa, meter o pé no mundo e foda-se ela e todo o resto.
Sacooooooooooo!
Detesto a minha familia.

Palavras mortas por Juliana Preuss

sábado, 6 de março de 2010

Depois da descarga vem o desentupimento.

Após as crises contundetes da semana acabei me recuperando na última sexta-feira. Me senti muito bem e até fui na rua comprar um cházinho (muita evolução andar duas quadras). Ao me sentir revigorada após a ida extraordinária a esquina, me libertei dos temores e decidi que iria a Madureira (40 minutos de Padre Miguel, onde fica minha casa) gastar o meu cartão de créditos da Game Point todo. Santos vinte reais de bônus. Adorei! Simplesmente fui até lá com meu mp3 no máximo escutando Paramore e lendo meu livro de New Moon - Sthephenie Meyer; Tudo se encaixando perfeitamente bem. Chegando lá esperei ainda uns 15 minutos pelo meu namorado atrasildo e fomos jogar Guitar Hero até os dedos ficarem duros. Depois de gastar todos os meus créditos fomos ao Mc Donald's e adivinha o que tinha lá para a minha felicidade? A promoção do McOferta, na compra de qualquer McOferta McChicken mais um Guaraná Kuat eu poderia ganhar totalmente de graça o DVD de Crepúsculo. Fiquei begê e não pensei duas vezes, uni o util ao agradavel (McChicken ao DVD) e fui nessa. Meu namorado ainda ficou um pouco de mim por eu ter pego o DVD, mas o que eu poço fazer? Vou esquecer as coisas que gosto só para agradá-lo. Maaaaaaaaas nem pensar.

Palavras nem tão mortas assim por Juliana Preuss

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pânico?

Definir o que é sindrome do pânico?
Simplesmente é um bando de sensações desorganizadas e sem limites que te abalam de uma forma sobrehumana e indescritível. Dependo do quadro ela pode abranger tremedeiras, crises de choro e angustia, como se seu coração estivesse fechando.. é meio como uma claustrofobia sem paredes, você se fecha dentro de si mesmo. Eu sinto isso a cinco dias e é muito ruim. Chega a um certo ponto que paro do nada e o choro vem, sem motivo e sem porque. Eu tento me controlar mas o controle foge de mim como um gato de um cão. Eu fico com um nível de stress muito grande, minhas mãos s
suam frio, um frio arrebatador atinge minhas extremidades, sono desorientado e desidratação (choro).
Eu hoje fui ao médico, uma médica para dizer a verdade. Dr. Ana Paulo, residente da clínica médica da aeronáutica. Ela me passou um anciolítico fraco(para o que estou sentindo), até agora nem sono me deu. Estava tudo bem até eu chegar em casa. Pensei que poderia ir a faculdade sem problema algum. Já havia combinado de meu namorado vir passar a tarde comigo e depois me levar a aula. Reparei que durante o dia todo eu xinguei demais ele e me senti muito estranha com ele, meio insegura e muito ignorante com ele. Acho que ele também reparou, pois estava me tratando com distancia.
No fim da tarde tomei meu café com meu namorado para ir a aula, vi alguns clipes na TV e depois saímos para a faculdade. Ao descer minha rua lá veio ela novamente, um medo enorme de ficar sozinha, um medo enorme de não ter para onde ir e não saber o que fazer. Medo, muito medo. Meu namorado, no ato, ficou aflito. Eu não consegui parar e me recuperar para ir a faculdade, então voltei para casa. Ao voltar para casa fiquei um pouco mais calma após chorar por tudo o que deveria chorar.
Passou algum tempo e pensei em entrar na internet para ver se achava uma amiga da minha mãe que poderia pegar a minha vaga no emprego. Falei com ela, passei todos os dados do trabalho, daí fui ligar para o meu chefe e ai veio o baque. Um baque profundo e que eu não esperava já que tinha sido tão cheia de ética com ele, eu pelo menos esperava que ele retribui-se na mesma moeda, ele havia conversado já com a Carol, filha da outra secretária, para ficar no meu lugar. Entrei meio que em choque, mas não chorei (nem sei porque não entrei em pranto), dai liguei para o consultório para saber com a outra secretaria se era para eu ir amanhã ou não. Ela disse que não precisava, já que o doutor já havia me avisado para eu ir na segunda-feira de qualquer maneira. Ou seja, meu aviso prévio não é mais um aviso e eu me dei mal. Vou acabar sem o outro salário e vou ficar extremamente mais deprimida do que antes.
Me senti extremamente sem saída. Espero que tudo de certo de agora em diante. Vou tentar o máximo possível me recuperar. Dia dezoito já estou com o psiquiatra marcado. Desde já vou ver se consigo meter as caras nas apostilas do Tamandaré para passar em um concurso público. Espero que eu consiga e o mais rápido possível.

Palavras mortas por Juliana Preuss

Brick By Boring Brick - Paramore

Brick By Boring Brick

She lives in a fairy tale
Somewhere too far for us to find
Forgotten the taste and smell
Of the world that she's left behind
It's all about the exposure the lens I told her
The angles were all wrong now
She's ripping wings off of butterflies
With her feet on the ground
And her head in the clouds

Well go get your shovel
And we'll dig a deep hole
To bury the castle, bury the castle
Go get your shovel
And we'll dig a deep hole
To bury the castle, bury the castle
Para pa para pa para

So one day he found her crying
Coiled up on the dirty ground
Her prince finally came to save her
And the rest you can figure out
But it was a trick and the clock struck twelve
Well make sure to build your house brick by boring brick
Or the wolves gonna blow it down
With her feet on the ground
And her head in the clouds

Well go get your shovel
And we'll dig a deep hole
To bury the castle, bury the castle
Go get your shovel
And we'll dig a deep hole
I want bury the castle, bury the castle

Well, you built up a world of magic
Because your real life is tragic
Yeah you built up a world of magic
If it's not real
You can't hold it in your hands
You can't feel it with your heart
And I won't believe it
But if it's true
You can see it with your eyes
Oh, even in the dark
And that's where I want to be, yeah

Go get your shovel
And we'll dig a deep hole
To bury the castle, bury the castle
Go get your shovel
And we'll dig a deep hole
To bury the castle, bury the castle

Para pa para pa para
Para pa pa para pa pa
Para pa para pa para
Para pa pa para pa pa

Para pa para pa para
Para pa pa para pa pa
Para pa para pa para
Para pa pa pa pa pa pa


Tradução

[Tijolo por tijolo chato]
Ela vive num conto de fadas
Muito longe para nós encontrarmos
Esqueceu o gosto e o cheiro
Do mundo que ela deixou
Tudo se resume às lendas que eu lhe contei
Os ângulos estavam todos errados agora
Ela está tirando asas de borboletas

Com os pés no chão
E sua cabeça nas nuvens

Bem vá pegar sua pá
E vamos cavar um buraco fundo
Para enterrar o castelo, enterrar o castelo
Bem vá pegar sua pá
E vamos cavar um buraco fundo
Para enterrar o castelo, enterrar o castelo

Pa ra pa pa ra pa pa ra

Então um dia ele a encontrou chorando
Encolhida no chão sujo
Seu príncipe finalmente havia ido salvá-la
E o resto você pode imaginar
Mas era um truque
E o relógio soou 12 horas
Bem faça o favor de construir sua casa tijolo por tijolo
Ou os lobos vão derrubá-la

Com seus pés no chão
E sua cabeça nas nuvens

Bem vá pegar sua pá
E vamos cavar um buraco fundo
Para enterrar o castelo, enterrar o castelo
Bem vá pegar sua pá
E vamos cavar um buraco fundo
Para enterrar o castelo, enterrar o castelo

Bem você construiu um mundo mágico
Porque sua vida real é trágica
É, você construiu um mundo mágico

Se não é real
Você não pode ver com seus olhos
Você não pode sentir com seu coração
E não vou acreditar

Porque se é verdade
Você pode ver com seus olhos
Até na escuridão
E onde eu quero estar, yeah

Vá pegar sua pá
Vamos cavar um buraco fundo
Para enterrar o castelo, enterrar o castelo
Vá pegar sua pá
Vamos cavar um buraco fundo
Para enterrar o castelo, enterrar o castelo

Pa ra pa pa ra pa pa ra
Pa ra pa pa pa ra pa pa...

quarta-feira, 3 de março de 2010

E eu que pensava que minha paz demoraria muito

Hoje acordei angustiada. Sabe aquele dia que você pensa que a hora não vai passar, que o tempo parará e nada fará sentido? Este dia, foi assim. Tudo se encaixando perfeitamente em uma história de terror e sem um serial killer para me mandar para as profundezas do inferno. Ou será que não?
Na ida ao trabalho não estava me sentindo bem durante a viagem. Passei por cada caminho imaginando o quanto este dia seria determinante em minha vida, de certa forma ele foi, sem dúvidas. Ao chegar no trabalho a primeira coisa que fui foi ligar para uma amiga minha, para saber se ela estava precisando de emprego, porém não achei em casa. Deixei recado com a mãe dela de que seria um "anuncio" de emprego, o meu emprego, e pedi que assim que pudesse ela me ligasse. Até ai nada estava sentindo, mas nunca diga nunca. Comecei meu pequeno dia de trabalho arrumando minhas coisas e limpando o chão, de repente, completamente do nada, comecei a me sentir muito mal, muito mesmo. Simplesmente derrotada, sufocada, infeliz e inquieta. Comecei a sentir falta de ar, respirava fundo e o ar não vinha e a unica idéia que me veio a mente foi falar com o médico da frente ao meu consultório, Dr. Rogério, psicólogo. Ele logo notou que eu não estava bem e ai desabei no choro. Ele me deu um copo de água e pediu que eu tivesse calma e que iria conversar comigo. Falei tudo a ele, disse o que estava sentindo e o porque achava que estava assim. Ele me disse que era uma coisa normal eu me sentir daquela forma desde que estava sobre uma enorme pressão psicológica e física. Disse-me também que provavelmente o que eu estava sentindo era sindrome do Pânico. E eu já sabia, sabia desde o ínicio, pois já tive um quadro bem parecido com este. O doutor me explicou que o melhor a fazer seria ir até um médico clinico geral ou psiquiátrico. Me acalmei e fui até minha sala. Ao chegar lá tudo veio de novo. Encontrei com ela me fuzilando, como se eu fosse uma má menina e tivesse andando descabela e pelada pelo corredor porque não queria tomar banho. Me senti péssima e voltei a chorar. Ela me olhou com cara de dúvida, era aparente que ela não sabia o que fazer, que ela não tinha idéia do que estava acontecendo. Me sentei e só soluçava, dizia que queria ir embora e que não queria sentir aquilo que estava sentindo. O sofrimento começou a me dominar. Ela me trouxe uma água com açúcar na esperança de que eu me acalmasse, mas foi ai que comecei a entrar em pânico e chorar mais ainda. Pedi a ela que avisasse ao Dr. Carlos, meu chefe, de que eu não teria condições de trabalhar daquela forma, liguei para meu pai e pedi aos prantos que ele fosse me buscar, pois eu queria ir ao médico o mais rápido possível. Fiquei algum tempo sozinha no consultório, pois ela tinha que fazer alguns trabalhos de rua, esperei pelo meu pai impaciente e mais angustiada a cada segundo que se passava. No intervalo de tempo da segunda vez em que ela saiu meu pai chegou, lhe dei um abraço muito apertado e as lágrimas retornaram aos meus olhos. Ela me pediu calma e disse que tudo iria ficar bem. E realmente ficou. Meu pai me levou até o hospital, que diga-se de passagem fica no cú da Tijuca. Fui parar na emergência e me deram uma injeção de um remédio para alergia, não entendi nada quando a mulher me perguntou se eu tinha alergia (WTF?), então ela me explicou que era para me dopar. Fui embora do hospital, mas amanhã voltarei, só de pensar no cú da Tijuca já me deprimo. Vou amanhã a psiquiatria. Espero que os médicos passem um calmante bem forte, pois nunca mais quero sentir isso outra vez.

Palavras mortas por Juliana Preuss

terça-feira, 2 de março de 2010

O pior dia e a melhor sensação após ele.

Dia: 1º de Março de 2010.
O momento mais desesperador de todo pelos quais já passei. Tudo junto e tudo misturado. Sabe quando você simplesmente fica louca e quer que o mundo se exploda? Nesse meu momento isso foi apenas fichinha em uma máquina caça-niquel. Eu simplesmente fiquei em pânico. Não existia outra palavra para descrever melhor aquele momento. O pior de tudo é que tudo isso foi por causa de um chão sujo, que pare mim só estava "mal limpo", mas para ela, ahh para ela, estava sujo, imundo como se houve uma crosta imensa de sujeira por toda parte. Ela gritou comigo, disse que eu não tinha feito nada, sendo que eu havia acordado as 5h e trinta minutos para chegar lá mais cedo para poder limpar toda a zona que nem fui eu quem fiz e nem estava sendo paga para isso. Fui até lá na maior boa vontade e com a maior das boas intenções e ao chegar levei aquilo, uma facada. Apenas no momento gritei para que fosse ouvida, mas de nada adiantou. Simplesmente fui ignorada e desprezada. Foi nesse momento que meu desespero e minha aflição tomaram conta de mim e me dominando veio o choro. Cai nele porém por algumas horas consegui retornar a posição e me alinhar para seguir em frente. Quatro horas se passaram, a indiferença clara e límpida estava bem na minha cara como se fosse água e a corrosão que me atingia era grande demais para conte-lá. Ao chegar no horário do almoço e que busquei colo de minhas amigas queridas foi ai que não me contive e o choro me dominou. Tremedeiras passavam pelo meu corpo como nunca havia acontecido, entrei em choque. Não conseguia ver mais nada na minha frente a não ser em pensar em ir embora e no ódio que estava sentindo que me abrangia e me repudiava ao mesmo tempo. Foi ai que veio toda a solução e toda a causa ao mesmo tempo, tudo o que sentia era culpa dela e somente dela. Ela havia me infernizado tanto que conseguirá o que tanto buscava a minha infelicidade e minha desolação. Mas achei uma solução. Deveria tomar uma atitude drástica para não passar por todo aquele quadro terrível de depressão e aceitação da minha adolescência, teria de ser feito rápido sem dor e sem amor. Eu iria embora. Sairia de sua vida e assim ela daria o valor devido ao meu eu, a tudo que fazia por ela, para ajudá-la e compreendê-la, pois ninguém fez mais por ela do que eu, nenhuma outra a ajudou da forma que a ajudei ou se preocupou como me preocupei, mas agora não tem como eu me preocupar mais com ela do que me preocupo comigo. Meu futuro não é em um consultório médico atendendo pacientes, meu futuro é fazendo algo por alguém em um laboratório ou em uma sala de aula. Então parei para pensar e decide que deveria mesmo pedir a minha demissão.
E foi o que fiz, hoje, tomei minha decisão mais ardilosa até hoje e a mais confortadora. Falei ao meu chefe, com o respeito que tenho a ele, que não conseguiria ficar por mais tempo que um mês em meu trabalho, que tudo o que estava acontecendo estava me atingindo com uma vastidão grande demais para a minha formação frágil. Ele apenas me ouviu e por fim me entendeu. Disse-me que não estava chateado comigo e que minha atitude foi muito digna e muito honrada. Eu o agradeci com os olhos molhados de emoção e lhe pedi que espera-se até o final do mês, pois eu ficaria ali até que ele conseguisse alguém para por em meu lugar, pois não havia necessidade de atrapalha-lo e que com todo o prazer eu ensinaria a próxima candidata a minha vaga tudo o que sei e tentaria passar a ela tudo da melhor maneira e no menor prazo de tempo possível. Só o pedi que me desse uma carta de recomendação e ele concordou.
Foi assim que me livrei de um fardo e espero que durante os próximos dias não necessite me stressar mais com nada. Pelo menos por agora me sinto aliviada e feliz.

Palavras mortas por Juliana Preuss

Palavras jogadas

Espero que tudo o que for escrito aqui seja um jato de infelicidade e apenas por pequenos momentos insossos de tristeza. Que tudo que for dito seja apenas para eu me livrar dos momentos infelizes de minha vida com essas palavras ingratas que me ocorrem em pequenos lapsos de insensatez e nervosismo.
Todas as que forem ditas serão ditas por apenas dizer, pois nada e nem ninguém me fará guardá-las em meu coração.
Minha mente necessita de vida, necessita de espaço, de dignidade apropriada para conviver e realizar as estratégias que farão da minha vida melhor ou pior, mas que pior nunca seja pois o pior só competi aos que o querem e eu não o quero para mim, nem hoje e nem nunca.

Minhas palavras mortas por Juliana Preuss Pereira