terça-feira, 2 de março de 2010

O pior dia e a melhor sensação após ele.

Dia: 1º de Março de 2010.
O momento mais desesperador de todo pelos quais já passei. Tudo junto e tudo misturado. Sabe quando você simplesmente fica louca e quer que o mundo se exploda? Nesse meu momento isso foi apenas fichinha em uma máquina caça-niquel. Eu simplesmente fiquei em pânico. Não existia outra palavra para descrever melhor aquele momento. O pior de tudo é que tudo isso foi por causa de um chão sujo, que pare mim só estava "mal limpo", mas para ela, ahh para ela, estava sujo, imundo como se houve uma crosta imensa de sujeira por toda parte. Ela gritou comigo, disse que eu não tinha feito nada, sendo que eu havia acordado as 5h e trinta minutos para chegar lá mais cedo para poder limpar toda a zona que nem fui eu quem fiz e nem estava sendo paga para isso. Fui até lá na maior boa vontade e com a maior das boas intenções e ao chegar levei aquilo, uma facada. Apenas no momento gritei para que fosse ouvida, mas de nada adiantou. Simplesmente fui ignorada e desprezada. Foi nesse momento que meu desespero e minha aflição tomaram conta de mim e me dominando veio o choro. Cai nele porém por algumas horas consegui retornar a posição e me alinhar para seguir em frente. Quatro horas se passaram, a indiferença clara e límpida estava bem na minha cara como se fosse água e a corrosão que me atingia era grande demais para conte-lá. Ao chegar no horário do almoço e que busquei colo de minhas amigas queridas foi ai que não me contive e o choro me dominou. Tremedeiras passavam pelo meu corpo como nunca havia acontecido, entrei em choque. Não conseguia ver mais nada na minha frente a não ser em pensar em ir embora e no ódio que estava sentindo que me abrangia e me repudiava ao mesmo tempo. Foi ai que veio toda a solução e toda a causa ao mesmo tempo, tudo o que sentia era culpa dela e somente dela. Ela havia me infernizado tanto que conseguirá o que tanto buscava a minha infelicidade e minha desolação. Mas achei uma solução. Deveria tomar uma atitude drástica para não passar por todo aquele quadro terrível de depressão e aceitação da minha adolescência, teria de ser feito rápido sem dor e sem amor. Eu iria embora. Sairia de sua vida e assim ela daria o valor devido ao meu eu, a tudo que fazia por ela, para ajudá-la e compreendê-la, pois ninguém fez mais por ela do que eu, nenhuma outra a ajudou da forma que a ajudei ou se preocupou como me preocupei, mas agora não tem como eu me preocupar mais com ela do que me preocupo comigo. Meu futuro não é em um consultório médico atendendo pacientes, meu futuro é fazendo algo por alguém em um laboratório ou em uma sala de aula. Então parei para pensar e decide que deveria mesmo pedir a minha demissão.
E foi o que fiz, hoje, tomei minha decisão mais ardilosa até hoje e a mais confortadora. Falei ao meu chefe, com o respeito que tenho a ele, que não conseguiria ficar por mais tempo que um mês em meu trabalho, que tudo o que estava acontecendo estava me atingindo com uma vastidão grande demais para a minha formação frágil. Ele apenas me ouviu e por fim me entendeu. Disse-me que não estava chateado comigo e que minha atitude foi muito digna e muito honrada. Eu o agradeci com os olhos molhados de emoção e lhe pedi que espera-se até o final do mês, pois eu ficaria ali até que ele conseguisse alguém para por em meu lugar, pois não havia necessidade de atrapalha-lo e que com todo o prazer eu ensinaria a próxima candidata a minha vaga tudo o que sei e tentaria passar a ela tudo da melhor maneira e no menor prazo de tempo possível. Só o pedi que me desse uma carta de recomendação e ele concordou.
Foi assim que me livrei de um fardo e espero que durante os próximos dias não necessite me stressar mais com nada. Pelo menos por agora me sinto aliviada e feliz.

Palavras mortas por Juliana Preuss

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